Sobre o Artista
Uma prática moldada por objeto, espaço, luz e pelo instante em que a percepção muda.
JP Gonçalves é um artista contemporâneo brasileiro cuja obra investiga o cruzamento entre luz, sombra, forma física e percepção humana.
Nascido no Rio de Janeiro, Gonçalves começou a desenhar e a construir objetos muito cedo. Seus estudos posteriores em arquitetura e design industrial, somados a anos de trabalho com construção, materiais e acabamentos decorativos, deram origem a uma prática experimental de ateliê fundada na relação entre objeto, espaço e luz.
Após anos de experimentação, Gonçalves desenvolveu dois corpos de trabalho interligados: Silhuetas de Sombra e Pontilhismo de Sombra.
Nas Silhuetas de Sombra, arranjos escultóricos interagem com uma fonte de luz controlada e revelam imagens reconhecíveis por meio da sombra projetada. Algumas partem de composições aparentemente abstratas; outras guardam uma imagem na escultura física e uma segunda imagem revelada pela sombra.
As obras de Pontilhismo de Sombra abordam a construção da imagem de outra maneira. Centenas ou milhares de elementos posicionados individualmente interagem com a luz em ângulos distintos e criam, em conjunto, retratos e imagens detalhadas por meio das variações de luz e sombra. O trabalho estabelece uma ligação conceitual com o pontilhismo, traduzindo o princípio em forma física e dimensional.
A obra de Gonçalves recebeu reconhecimento no ArtPrize e foi apresentada em galerias, exposições e feiras de arte nos Estados Unidos e no exterior. Seus trabalhos também integram coleções particulares e institucionais.
Depois de mais de duas décadas nos Estados Unidos, Gonçalves retornou ao Brasil, onde segue desenvolvendo sua prática de ateliê.
JP vive com a esposa e os filhos em Imbituba, Brasil, onde está hoje seu ateliê principal. Sua prática mantém laços estreitos com os Estados Unidos, com acesso a ateliê no Texas para projetos selecionados e obras de maior escala.
Meu interesse está no instante em que a percepção muda.
Grande parte do meu trabalho começa por algo físico — madeira, pedra, fragmentos individuais ou formas aparentemente abstratas —, mas a imagem que me interessa não está inteiramente contida nesses materiais.
Às vezes ela existe no espaço entre eles.
Às vezes ela só aparece quando a luz entra.
Gosto de criar obras que pedem ao espectador um segundo olhar: primeiro para o objeto e depois para aquilo que o objeto é capaz de se tornar.
Ripley’s Believe It or Not!
Obras selecionadas na coleção.
Aging Out / 18 Years Old
Instalação de base comunitária sobre a experiência de jovens que deixam o sistema de acolhimento dos Estados Unidos ao atingir a maioridade. Sete retratos compostos por aproximadamente 21.000 elementos posicionados individualmente.

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